Nesta semana uma nova reunião na
sede da AMSOP em Francisco Beltrão debateu o projeto de privatização da PR 280,
que corta o Sudoeste num trecho de 285 KM. A região apoia o projeto para
resolver o problema da rodovia, mas a forma como o assunto está sendo conduzido,
muita rápida, está assustando os empresários da região, que tem tarifas muito
elevadas do pedágio.
Para relembrar, o trecho
privatizado terá 285 KM, e uma praça de pedágio a cada 47,5 KM, totalizado seis
praças. O índice para formatação do preço será de 0,115 centavos por
quilometro, que resultará em um valor hoje de R$ 5,49 reais. Comparativamente,
seria praticamente o mesmo valor praticado nas demais rodovias já privatizadas
do estado, que hoje é considerado caro pelo usuário. O empresário Daniel
Cattani, vice presidente da ACEPB destacou que é preciso estar atento, porque
nas audiência públicas já marcadas, será a oportunidade para esclarecer os
pontos escuros do processo. “Nós estamos cientes da necessidade de resolver o
problema deste importante corredor do Sudoeste, mas é fato que o tema por sua
importância não pode ser atropelado”, destacou. Os empresários querem que o
contrato seja aberto para estudo, e principalmente os índices para a formatação
da planilha de custos da tarifa do pedágio seja bem detalhado. “Não pode haver
dúvidas, porque estamos falando de uma concessão de 25 anos, que vai onerar o
setor produtivo de bens e serviços do Sudoeste”. O empresário Ademir Testolin,
da setor de serviços, também demonstrou preocupação. Ele utiliza a PR 280 todos
os dias nas atividades de sua empresa. “Um pedágio caro vai tornar as empresas
do Sudoeste menos competitivas , com aumento no custo operacional muito
significativo.”
