Entre os temas da pauta do encontro semanal de nossa diretoria esta semana esteve o ofício enviado pela Delegada Keila Mafioletti, solicitando ajuda para o pagamento do salário da pscicóloga que trabalha na unidade nos procedimentos de escuta especializada de crianças e adolescentes. A escuta especializada é um procedimento adotado nas investigações criminais dos crimes de estupro de vulnerável, que são os crimes praticados contra crianças e adolescentes. Acontece que o convênio que permite a contratação da psicóloga que presta o serviço em Pato Branco corre o risco de ficar sem recursos para o pagamento dos seus salários. A escuta especializada é fundamental na resolução dos crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes.
O trabalho é realizado por uma psicóloga cujo salário é pago a profissional graças a ajuda da comunidade. A Delegada Chefe da Delegacia da Mulher Keila Mafioletti, destaca que o projeto corre o risco iminente de ser paralisado. Isto em decorrência da falta de recursos para remunerar a profissional especializada neste tipo de depoimento de crianças e adolescente em situação de risco ou que já foram vítimas de violência sexual. Hoje a demanda é alta na Comarca de Pato Branco, onde as denúncias de violência contra crianças e adolescente é diária. “Nos últimos seis meses foram realizadas mais de 240 oitivas especializadas, sendo em média dez semanais, demonstrando a real necessidade deste profissional”, afirmou a delegada.
Nos últimos dois anos o aumento de registro de crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescente foi em média de 30%, um problema que infelizmente só tende a crescer. “Nós precisamos manter este convênio, vital para que as investigações deste tipo de crime possam ser bem fundamentadas, permitindo que nossas crianças sejam protegidas deste crime hediondo”.
Pedido de ajuda a comunidade
Para evitar o cancelamento dos convênios que permitem a remuneração da psicóloga especializada a delegada está fazendo um apelo a entidades da sociedade civil organizada de Pato Branco. Um ofício foi entregue a Associação Empresarial solicitando ajuda financeira. O presidente da entidade, empresário Ivan Orlandini destacou que a sociedade, embora seja um dever do Estado esta atribuição, não pode se furtar a esta responsabilidade. “Nós vamos buscar soluções definitivas para este problema, mas não vamos fugir a responsabilidade de manter o serviço agora, de forma emergencial”.


