A secretaria municipal de meio ambiente promoveu uma reunião com a Associação Empresarial de Pato Branco para expor a necessidade de o município passar a cobrar das empresas o plano de gerenciamento de resíduos sólidos. O manejo de resíduos deverá obedecer a critérios técnicos que conduzam a minimização do risco a saúde pública e a qualidade do meio ambiente.
O secretário de meio ambiente Nelson Bertani destacou que a medida não pode mais ser adiada. “Nós temos a lei em vigor que prevê que os geradores dos resíduos sólidos nos município apresentem o programa de gerenciamento do lixo, que nada mais é do que a destinação correta do lixo produzido nas atividades empresariais em todos os segmentos econômicos”, afirmou Bertani. O secretário garantiu que nada será feito de forma atropelada, e antes de exigir qualquer atitude dos empresários será feito um workshop, para explicar como o programa vai funcionar, e de que forma as empresas poderão se adequar a lei. Para os empresários, a medida é necessária, e mesmo que tenha custo inicial deverá ser executada, por se tratar de uma responsabilidade ambiental com as gerações futuras. O presidente da Associação Empresarial Fabrício Valenga, destacou que é preciso abrir o diálogo para que os empresários participem do processo, de forma que ninguém seja pego de surpresa. Daniel Cattani, empresário do setor de transportes disse que “esta é a última geração que ainda pode fazer algo pelo meio ambiente”, frase destacou, dita pelo presidente dos EUA em entrevista à imprensa mundial. “No futuro o custo que vamos pagar por não adotar atitudes ambientalmente corretas será muito caro, e poderá representar a diferença entre a vida e a morte das gerações futuras”, afirmou Cattani. O técnico ambiental Antonio Cesar Soares, da Secretaria de Meio Ambiente, disse que o foco será criar uma estrutura para que o lixo produzido nas atividades empresariais tenha destinação correta. Principalmente os materiais mais poluentes como isopor, por exemplo, que hoje não é recolhido pelo sistema normal de coleta do município. “São estes materiais, que ainda não podem ser recolhidos pela estrutura já existente que preocupa as autoridades ambientais em Pato Branco”.
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