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Tendências 2021

O final de 2020 se aproxima e com ele indícios de que a economia brasileira pode voltar a crescer. Economistas e especialistas afirmam que será possível criar um plano de recuperação, mas para que isso aconteça, será preciso agir de forma estratégica.

Desde o baque que o Brasil sofreu entre 2015 e 2016 a retomada da economia estava sendo registrada através do crescimento do mercado de trabalho, da expansão dos setores da indústria, do comércio e dos serviços. Os sinais sólidos do final de 2019 apontavam para um cenário de crescimento, até que o mundo foi impactado pela pandemia do coronavirus e a retração inevitável.

Em uma análise recente Ricardo Amorim, um dos economistas mais influentes do país, lembra que a crise trouxe a maior contração econômica que o mundo já viu, contudo, veio também a recuperação mais rápida e forte que a economia já presenciou.

Através de um estímulo econômico inédito, representado pelo auxílio emergencial disponibilizado pelo governo, desde maio foi possível observar uma média de crescimento de 8% ao mês, que apresentou alguns pontos de melhora nos meses seguintes. Estima-se que mais de 108 milhões de brasileiros tenham sido beneficiados, de maneira direta e indireta, pelos R$ 600,00 pagos por meio do auxílio emergencial.

A flexibilização do mercado de trabalho, com a possibilidade de redução da jornada e do salário para evitar um desemprego em massa, cerca de 9 milhões de brasileiros puderam ser mantidos em suas atividades, e isso refletiu diretamente no desempenho de setores da economia como dos supermercados, que em setembro registraram 9% de crescimento, um movimento ainda melhor do que o esperado no comparativo com o mesmo período de 2019.

“Para quem ganha muito e tem um acréscimo de renda transforma parte em consumo e outra parte em poupança, porém, para quem ganha pouco tudo vira consumo”, afirma o economista nesta análise sobre o crescimento do mercado supermercadista.

Para manter no radar estratégico

Por mais que o governo tenha atendido ao momento, que exigiu essas medidas, é provável que o auxílio não dure para sempre, e será natural que alguns movimentos de privatização e medidas fiscais sejam colados em prática na busca pelo equilíbrio econômico.

O impacto das eleições também deve levar aos municípios novas estratégias para arrecadação de impostos, isenção tributária e incentivos para fomentar comércio. Com o início dos novos mandatos de prefeitos e vereadores será primordial que empresários e gestores estejam atentos aos modelos de negociação e de relacionamento com o mercado na hora de planejar os próximos passos.

Fonte: https://www.nsctotal.com.br/noticias/mercado-nacional-o-que-esperar-para-economia-brasileira-em-2021

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