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Escala 6 X 1

sexta, 06 de fevereiro de 2026

O Impacto da Escala 6x1: O Equilíbrio Necessário para o Futuro de Pato Branco

Por: Ivan Orlandini

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou as manchetes nacionais, mas é nas cidades como Pato Branco, e em toda a região Sudoeste, que o impacto dessa reforma será sentido de forma mais direta e profunda. Como polo de serviços, varejo e indústria de transformação, nossa realidade difere das grandes metrópoles. Aqui, nossa força motriz é o atendimento direto e a produção contínua, pilares que sustentam o crescimento que nos orgulha.

Não podemos tratar essa questão apenas sob a ótica da paixão política. É preciso encarar os números. Em Pato Branco, o setor de Serviços e Comércio é o nosso maior empregador formal — foram mais de 1.100 novas vagas abertas apenas no início de 2025. Estabelecimentos que operam sete dias por semana, como supermercados, farmácias e hotéis, enfrentarão um "gargalo" operacional sem precedentes. Estimativas indicam um aumento de até 15% nos custos para manter o atendimento atual. Com margens apertadas, o risco real é que esse custo acabe no bolso do consumidor, pressionando a inflação local.

Na indústria, os desafios não são menores. Setores como o eletroeletrônico e o moveleiro dependem da escala para competir. Sem um salto em tecnologia e automação que compense a redução da jornada, corremos o risco de ver nossa produção encolher em até 16%, perdendo espaço para outros polos industriais.

Preocupa-nos, especialmente, a situação das nossas Pequenas e Médias Empresas (PMEs). O pequeno empresário já sofre com o "apagão" de mão de obra qualificada. Exigir novas contratações em um mercado onde faltam profissionais preparados pode empurrar setores inteiros para a informalidade ou para a "pejotização", precarizando justamente o que se pretende proteger.

É inegável que a busca por qualidade de vida e o bem-estar do trabalhador são metas nobres e desejadas por todos nós. O lazer e o convívio familiar oxigenam a sociedade e o consumo. No entanto, o avanço social não pode caminhar desassociado da viabilidade econômica. A transição gradual, nos moldes discutidos no Congresso, é o mínimo necessário para dar fôlego ao setor produtivo.

Na ACEPB, acreditamos que a discussão não deve ser resumida a "contra ou a favor". O foco deve estar em como compensar o aumento de custos. Precisamos cobrar do governo incentivos fiscais para quem gera emprego e investimentos pesados em qualificação profissional. O progresso de Pato Branco sempre foi fruto da parceria e da responsabilidade. É com esse equilíbrio que garantiremos que nossa região continue sendo um expoente de oportunidades para todos.

Ivan Orlandini Presidente da Associação Empresarial de Pato Branco (ACEPB)

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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