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Temporal castiga Pato Branco

terça, 03 de fevereiro de 2026

Alagamentos e prejuízos marcam esta terça-feira

O início de fevereiro de 2026 está sendo marcado por cenas que, infelizmente, vem se tornando frequentes para muitos pato-branquenses. Uma chuva intensa novamente atingiu a cidade nesta terça-feira, causando o transbordamento de bueiros e inundando pontos críticos do município.

Volume de chuva e caos urbano

Com pancadas de forte intensidade concentradas em curto período, com a registrada ao meio dia desta terça-feira foram registrados alagamentos em vários pontos. Embora o volume total de fevereiro possa parecer baixo comparado a médias mensais, a intensidade da chuva foi suficiente para sobrecarregar o sistema de drenagem.

Os problemas de escoamento foram reportados em diversos pontos:

  • Bairro Industrial: A Rua Fernando Ferrari, tradicional ponto de estrangulamento hídrico na cidade, ficou novamente submersa, impedindo o tráfego e invadindo estabelecimentos.
  • Bairro Santa Terezinha: Moradores da Rua Xingu, na região abaixo da unidade da Sanepar, também relataram o avanço da água sobre a via e calçadas.

Desabafo e Prejuízo no Comércio

Na Rua Fernando Ferrari, um dos locais mais atingidos, a empresária Adriana Cattani, da Cattani Motos, expressou a indignação de quem convive com o problema há anos. Em meio à lama e ao esforço para salvar o estoque, ela fez um desabafo que resume o sentimento da classe empresarial da região. "Hoje novamente vai ser um dia de muito trabalho, faxina, limpeza e prejuízo porque a água vem e invade nossa loja."

Histórico Recente

A situação de hoje não é isolada. Nos últimos doze meses, Pato Branco enfrentou diversos episódios de alagamentos severos. Em abril de 2025, uma tempestade registrou mais de 64 mm em poucas horas, e em maio do mesmo ano, novos pontos de inundação mobilizaram a Defesa Civil. Estima-se que, no último ano, a cidade tenha registrado pelo menos quatro grandes eventos de alagamento que atingiram dezenas de empresas e residências, evidenciando a urgência das obras de infraestrutura discutidas inclusive pelos Núcleos Empresariais na Associação Empresarial em 2025.

Associação Empresarial iniciou os debates no ano passado

O debate técnico e a proposta de soluções estruturais para o escoamento hídrico na Associação Empresarial de Pato Branco são liderados pela Diretoria de Meio Ambiente. A Diretora Keli Starck tem sido a principal voz técnica nesse tema, trazendo para as reuniões semanais da diretoria a urgência de uma abordagem integrada. O foco não é apenas em ações emergenciais, mas no uso de ferramentas como o modelo SWMM (Storm Water Management Model) para simular o comportamento das microbacias que afetam os bairros Industrial e Santa Terezinha.

O papel dos Núcleos Setoriais

Além da diretoria de Meio Ambiente, núcleos específicos também provocaram debates sobre os alagamentos, devido ao impacto direto em seus negócios:

  • Núcleo da Alameda Itabira (NAI): Solicitou reuniões com as secretarias de Engenharia e Obras para tratar das galerias pluviais no centro, que sofre reflexos do represamento em áreas como a baixada do Industrial.
  • Núcleo dos Arquitetos e Urbanistas (NAU): Atua no suporte técnico para o desenvolvimento dos projetos do Programa Acelera, garantindo que as novas obras de infraestrutura contemplem soluções de drenagem mais eficientes.

Este esforço conjunto entre a Diretoria de Meio Ambiente e os Núcleos de Base da Associação Empresarial é o que fundamenta a posição da ACEPB de cobrar que o orçamento municipal de R$ 700 milhões para 2026 priorize o sistema de drenagem subterrânea, evitando que cenas como a de hoje se repitam, observou o presidente da entidade Ivan Orlandini.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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